Segredos da Manutenção: Funcionamento da bomba fora da sua curva

Como pode ser visto na parte superior da figura, que apresenta a curva de funcionamento (ou curva característica) da bomba, esta tem limitações quer no que respeita ao caudal mínimo, quer ao caudal máximo (fim da curva), além de ter zonas de maior ou menor rendimento. A melhor opção é sempre escolher uma bomba que funcione nas zonas de maior rendimento, não só por razões de eficiência energética, mas também por razões de fiabilidade e durabilidade.

New content item Curva de funcionamento de uma bomba normalizada, incluindo a curva de NPSH req e a curva de potência consumida. Cada linha representa um tamanho de impulsor diferente

A experiência da KSB mostra que o funcionamento da bomba fora da sua curva é uma das principais causas de avarias em bombas centrífugas. 

Este problema resulta muitas vezes da alteração entre as condições de funcionamento previstas no projecto, base para a encomenda da bomba, e as condições reais de funcionamento (principalmente caudal e altura manométrica). Estas alterações ocorrem por diversas razões (alterações no traçado da conduta, depósitos em partes da conduta, formação de bolhas de ar na conduta, etc), não previstas na fase de projecto. 

As consequências são muitas, como falta de caudal na instalação, disparo do motor, e vibrações na bomba, as quais provocam desalinhamentos, danos nos rolamentos e no acoplamento, fugas nos empanques ou mesmo destruição de peças interiores da bomba.

A forma de detectar este problema (já que não é possível evitá-lo, por ser imprevisto por natureza) é teoricamente fácil: medir o caudal e a altura manométrica da bomba, através da instalação de 1 manómetro na aspiração e 1 na compressão, assim como de um caudalímetro. No entanto, na prática não é tão fácil, pois caso não tenham sido instalados de início, a sua montagem é “delicada” e o seu preço (especialmente do caudalímetro) elevado. De notar que a instalação do manómetro na aspiração permite ainda verificar e controlar as condições de pressão nessa zona, detectando-se assim eventuais casos de cavitação, outra grave causa de avarias. Infelizmente, sem a presença destes aparelhos não é possível confirmar a origem da avaria, o que atrasa e encarece a reparação, pois esta é feita por tentativas. 

Assim, a nossa recomendação vai no sentido de ser prevista, logo na fase de projecto, a aquisição e instalação destes aparelhos, cujo investimento é rapidamente recuperado pelas razões atrás mencionadas.

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